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Concepção de pesquisa: voltando a ter uma boa conversa

 

Muitos pesquisadores já estudaram o efeito da medição: essencialmente, a noção de que, ao pedir a opinião de alguém, você não está apenas adquirindo informações, mas também influenciando a opinião do outro. 

Um exemplo fácil: em 2003, Vicki Morwitz, professora de Marketing na University Stern School of Business de Nova York, desenvolveu um experimento para testar como uma ferramenta de medição específica (pesquisas de opinião) poderia influenciar o comportamento de compra a longo prazo dos clientes de uma das principais empresas de serviços financeiros dos Estados Unidos. "Um ano após a realização da pesquisa de opinião, nós detectamos que os clientes que tinham sido pesquisados eram 3 vezes mais propensos a abrir contas e tinham menos da metade de probabilidade de desertar, além serem mais rentáveis do que os clientes que não tinham sido pesquisados." 

A professora deu uma série de explicações sobre isso. A resposta mais simples foi a de que as pesquisas de satisfação apelam para o desejo dos clientes de serem mimados, reforçando os sentimentos positivos que já podiam ter em relação à empresa que realiza a pesquisa, sentimentos que os tornam mais propensos a adquirir seus produtos.  

Este é apenas um efeito da medição. Naturalmente, a maior vantagem de se utilizar pesquisas é que as empresas podem usar as informações coletadas para melhorar sua oferta.

Você fala enquanto realiza uma pesquisa 

 

Essa situação é parecida às relações interpessoais: as redes sociais online deveriam conectar mais as pessoas, incentivando-as a desenvolver mais e melhores relacionamentos. Mas, como era tão fácil se conectar, as pessoas começaram a se preocupar menos com quem estavam se conectando. Como resultado, vemos que as conversas se tornaram cada vez mais superficiais, como se as pessoas tivessem se esquecido de como se conversa; e realmente não têm motivos para fazê-lo. Se uma conversa não está fluindo bem, não há problema, basta um simples clique para começar outra. Vale dizer que isso pode causar muita frustração. 

 

Parece que isso também pode ser aplicado às relações de negócio. Muitas empresas têm se esquecido de como falar com os clientes: acabam irritando seus clientes com pesquisas maçantes e se esquecendo das regras básicas de uma conversa agradável. 

 

Pensamos que poderia ser interessante rever algumas dessas regras. Então fomos conversar com outro professor de Marketing da University Stern School of Business de Nova York, o professor Priya Raghubir, que falou sobre os erros mais comuns que as empresas americanas comentem hoje em dia em suas pesquisas de opinião.

Como podemos ajudá-lo? 

Na Netquest, oferecemos um serviço de programação de pesquisa integral para pesquisadores profissionais.

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